Este ano

December 11, 2009

Vou adiantar o post pra não deixar as coisas ficarem velhas demais.

Eu me formei e bailei de vestido longo. Antes disso, apresentei “Kino” como Trabalho de Conclusão de Curso e recebi um notão mal-merecido, o que fecha os compromissos com a faculdade e me torna uma bacharel em Desenho Industrial com habilitação em Programação Visual. Toda vez que alguém perguntar, vou dizer que é algo assim subordinado da propaganda (& marketing, vão todos pros quintos). Até porque isso também vai forçar a quebra de vínculos com o SESC Bauru, e os únicos lugares que existem com essa descrição de vaga são coisas pomposas como Diretor de Arte, que é quem decide se o carro/o sapato/a escova de dentes fica melhor em fundo azul-claro ou prússia.

Fui pro Egito e gostei do pessoal. Deveria ter escrito mais sobre isso pra tirar da memória as coisas boas, já que as primeiras reações que tive de volta ao Brasil foram “como a Tequila no duty-free é barata!” e “Deus abençoe a coxinha de posto beira-de-estrada”. Diarréia geral, mas pelo menos a minha tinha causa; os egípcios homens fumam nargile (não sei como se escreve) nos bares, mas as mulheres também tomam chá – resolvi deixar a regra da garrafa-de-água-somente e experimentei um muito colorido e bem saboroso, vermelho rico quase rosa, quente. Mesquitas lindas, pessoas bem humoradas e muito tranquilas com seus fuzis. Ser brasileiro (isto é, vestir a camisa e saber fazer embaixadinhas) ajuda. As pirâmides dão arrepios e te olham jogando vento morno das narinas. O povo não era muito dos detalhes, mas como escreviam nas pedras como crianças escrevem nas paredes, ou seja, muito, e as coisas têm espaço (o deserto é grande) o todo é bem bonito. Não vi nenhuma bailarina de dança do ventre, mas todas as meninas tinham as feições (o que se podia ver delas) bem feitas. Ah; foi por conta de um concurso, não levei prêmio nenhum.

Voltei a praticar aikido, fiz karate e cultivo agora um jardimzinho razoável. As far as zen goes. Acho que nunca estive tão magra sem estar fraca. Guardo a minha postura e respiração pensando nos bebês quando aprendem a sentar, dá até pra escrever um poema. Essa parte é a que mais me faz hesitar em mudar; não tenho vontade de estar em lugar nenhum muito específico se puder continuar a me mexer assim, com os pés.

Comecei a notar na minha idade e lembro de alguém me dizer que seria terrível quando ficasse adulta. Deve faltar ainda um tempo, continuo boazinha.

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