si tú me olvidas

October 29, 2007

Ainda no contexto “correria dos últimos tempos”, ando relapsa tanto com esse blog quanto no me comunicar com o pessoal que anda (ou sempre viveu) assim, quilometricamente longe. Daí parte da reação alheia é bem-humorada, no que reclamam dá pra reconhecer alguma saudadezinha, estão por ali desejando sorte, bom sono, bom trabalho, etc. Parte, muito infelizmente grande, é daquele tipo ressentido de mulher que se sente passada pra trás. Pra esses, contar dos últimos dias é como arrumar desculpas por não ligar, não aparecer, não atender nada nunca – os acontecimentos mesmo perdem importância, o que vale é o quanto demandam do tempo: se estava em reuniões à tarde, por que não apareci à noite? o que é isso, estou revendo prioridades? quanto mais vou enrolar pra fazer aquele e aquilo?

Por aí lembro de um poema que diz muito certo do que acontece – nos damos todos bem, e nos cuidamos,

Ahora bien,
si poco a poco dejas de quererme
dejaré de quererte poco a poco.

e assim tem que ser, no caso de nos salvarmos dessas amargurazinhas. Cresce um desconforto sem fim, irresolvível, até que não faz mesmo diferença alguma.

Feliz foi o autor quando terminou pensando naquele outro tipo de ausência – que, no final das contas, é bom ter e reconhecer.

(Se não, não. Agora, se sim..)

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