a cena
June 15, 2008
Café preto, chuva, uma viatura silenciosa estacionada nos vizinhos, sozinha domingo à tarde.
(E o puto do Rice na cabeça. And so it is..)
memorable quotes que salvam filmes
June 10, 2008

Lee: Because I want to.
dia de nada
June 6, 2008
Deve acontecer quando se anda desprotegido, isso de querer olhar e saber que dia amanheceu. Em Bauru (nessa época), são comuns os que amanhecem meio nublados, clareiam ao meio meio dia de sair de camiseta e à noite ficam gelados sem tiritar. Ou amanhecem já com sol, mas vão esfriando “drasticamente”.
Existem dias que chove às seis da tarde. Se o sujeito tiver companhia de um livro, espera uns quinze minutos que tudo passa. Se não, vai ensopar e ficar puto de chegar em casa assim, e com pôr-do-sol de wallpaper.
Hoje eu não sei. Apareceu na janela um fiozinho de céu entre o que pareciam duas massas pesadas de nuvens. Está claro demais, não parece chuva. Como estou nos games, me parece cenário em desenvolvimento. O encarregado ainda não decidiu se põe mais ou menos brilho, se a luz vai ser dura ou suave, se o tema é cidade abandonada ou litoral de manhãzinha. Nem pra jogar uma neblina tem certeza. Fica assim, o dia de não sentir nem estranho.
(Pelo menos trilha tem. “The Prettiest Thing”, da Norah Jones. Tentei tirar uma foto, ia dar um post bonito, mesmo que besta.)
banksy, serres
May 24, 2008

“Eles nos puxam para trás. Considerando tudo, mais vale o observador que o vigilante, detetive ou policial, o astrônomo que vai no fundo do poço do que a mulher que, pelas costas, zomba dele com as companheiras. Quem se apresenta no real, o que olha os astros boquiaberto, ou a que se esconde por detrás para comandar a cena ridícula?”
(Em ‘Os Cinco Sentidos’, pg 36)
squeeze me
May 19, 2008
eu não sentia fome assim desde sábado
May 6, 2008
Quando eu e Naca subimos o Morro do Moreno: eu com uma maçã, ele com bolachas waffle na barriga às 6h50 da manhã.

o Morro, numa foto desvalorizativa
Mas vou continuar na frente do computador porque estou com saudades dos blogs portugueses (aqueles que sempre falam de política e bons musicistas com frases de efeito de grandes clássicos pra intercalar). Uma bôua.
memorable quotes que fazem sentido 1
April 18, 2008
Harry Burns: I never wanted anyone to say to me, How come you never take me to the airport anymore?
Sally Albright: Its amazing. You look like a normal person but actually you are the angel of death.
Da única comédia romântica que continua prestando (so far).
ai, japas do inferno*
February 29, 2008
casanova, caramujo
February 21, 2008
Demorou, mas está acontecendo isso de mudar de casa (lalala). Poderia ser um caos muito grande, diretamente proporcional à parte minha do que ocupava o antigo quarto. É engraçado ver que não, não cabe tudo numa mochila, mas está perto de caber: é só ter os $5000 de um laptop e os $399 de um Kindle que a escrivânia, tadinha, ia pro beleléu. À parte da “workstation”, computador e livros, só roupas. E um colchão, que vou ficar num lugar só. Digo “um só lugar”, porque este é maravilhoso e só-sozinha não vou ficar: divido quarto, divido banheiro, divido cozinha, divido referências e até trabalhos. É meio que por isso que se muda: pelo lugar e pelas pessoas. As coisas mesmo se leva nas costas.
É importante ter uma saboneteira. E garantir temperos, um pouquinho de comida fresca, uma garantia congelada. Dividir faz cada um pagar justamente pelo que é seu, mas compartilhar leite, por exemplo, salva todo mundo de beber azedo.
O lixeiro passa de tal em tal dia e uma vizinha enrugadinha já quer “acabar com a gente”. Dá até pra brincar: Mais detalhes sobre a casa, só com o Granny Watch.

a importância de ser quieto (nas artes marciais)
February 6, 2008
Quando te perguntam, ávidos, como é que se faz aquela sequência de movimentos na qual você tirou cinco estrelinhas no céu dos dragões, você olha vagamente pro horizonte, mexe as mãos como quem lembra, e diz, sorrindo bobo: Esqueci. Ou então: Mais ou menos assim… e erra. Não.
Quando te xingam a mãe de mulher fácil, você olha pra si, dá uma volta e diz: E não é que por acaso isso dá bons frutos?
O que livra todo meio-graduado do ridículo é esse tipo de voto de silêncio, até ser graduado o bastante pra ficar em silêncio por esperteza em vez de obrigação. Issos de quebrar a cara de quinze, de honrar a mãe chegando com uma conta de hospital em casa e um antecedente criminal no nome são, óbvio, umas besteiras bem iniciantes. Parece muito que as graduações agora vêm fácil não por ingenuidade de quem orienta, mas meio como um teste: se você passar por todo o treinamento e for excelente em todas as modalidades, será que te esgota o bom senso? Será que você vai de repente começar a pensar que se escapa de .38 levitando calmamente? Ou que sua mãe quer mesmo que você a proteja da boca de um desconhecido pé-rapado mais do que uma daquelas críticas da sua namorada aos bolos dela?
Seja lá como for, essas besteiras deixam tudo muito mais “preto-no-branco”: seu professor adora sublinhar os troféus da academia? Claro; é isso o que faz dele um professor, e é isso o que faz do lugar uma academia. Ninja Bollocks.


