Music for Men

December 15, 2009

“Love Long Distance” me mandou de volta pra Marisa.

(Voltando a ouvir música. Fim de semana quase inteiro do Broken Social Scene; chovia, não tive culpa.)

Gatos e balões de gás

December 13, 2009

Alguém mais ainda confunde o número de planetas no nosso sistema com o de vidas de um gato?

Eram 9 e 7, agora são 8 e 7. Das coisas que só diminuem por escrito. Plutão está lá, elas estão todas lá; mas a gente só lembra quando acontece de novo.

Este ano

December 11, 2009

Vou adiantar o post pra não deixar as coisas ficarem velhas demais.

Eu me formei e bailei de vestido longo. Antes disso, apresentei “Kino” como Trabalho de Conclusão de Curso e recebi um notão mal-merecido, o que fecha os compromissos com a faculdade e me torna uma bacharel em Desenho Industrial com habilitação em Programação Visual. Toda vez que alguém perguntar, vou dizer que é algo assim subordinado da propaganda (& marketing, vão todos pros quintos). Até porque isso também vai forçar a quebra de vínculos com o SESC Bauru, e os únicos lugares que existem com essa descrição de vaga são coisas pomposas como Diretor de Arte, que é quem decide se o carro/o sapato/a escova de dentes fica melhor em fundo azul-claro ou prússia.

Fui pro Egito e gostei do pessoal. Deveria ter escrito mais sobre isso pra tirar da memória as coisas boas, já que as primeiras reações que tive de volta ao Brasil foram “como a Tequila no duty-free é barata!” e “Deus abençoe a coxinha de posto beira-de-estrada”. Diarréia geral, mas pelo menos a minha tinha causa; os egípcios homens fumam nargile (não sei como se escreve) nos bares, mas as mulheres também tomam chá – resolvi deixar a regra da garrafa-de-água-somente e experimentei um muito colorido e bem saboroso, vermelho rico quase rosa, quente. Mesquitas lindas, pessoas bem humoradas e muito tranquilas com seus fuzis. Ser brasileiro (isto é, vestir a camisa e saber fazer embaixadinhas) ajuda. As pirâmides dão arrepios e te olham jogando vento morno das narinas. O povo não era muito dos detalhes, mas como escreviam nas pedras como crianças escrevem nas paredes, ou seja, muito, e as coisas têm espaço (o deserto é grande) o todo é bem bonito. Não vi nenhuma bailarina de dança do ventre, mas todas as meninas tinham as feições (o que se podia ver delas) bem feitas. Ah; foi por conta de um concurso, não levei prêmio nenhum.

Voltei a praticar aikido, fiz karate e cultivo agora um jardimzinho razoável. As far as zen goes. Acho que nunca estive tão magra sem estar fraca. Guardo a minha postura e respiração pensando nos bebês quando aprendem a sentar, dá até pra escrever um poema. Essa parte é a que mais me faz hesitar em mudar; não tenho vontade de estar em lugar nenhum muito específico se puder continuar a me mexer assim, com os pés.

Comecei a notar na minha idade e lembro de alguém me dizer que seria terrível quando ficasse adulta. Deve faltar ainda um tempo, continuo boazinha.

Velhice

November 20, 2009

É o que eu sinto sempre que vejo reportagem com aquele bando de garotinhos e garotinhas entrando nas salas pra fazer vestibular. Poxa! Qualquer dia vou me desentender com algum pra chamá-lo de “molecote”. Haha.

Pensando bem, enquanto eu estiver nos 20+, dá pra, sei lá, pensar em viver uns meses de seca com a mãe, é algo admissível ainda, o problema é mesmo com os 30+ e seus 13ºs, planos médicos, contratos e os presentes pra família. Tem tempo.

Outra é que as pessoas estão ficando grávidas. A minha sorte é que são todas bem nutridas e muito amadas, não rola aquele drama arranhado de oh meu deus, o que será dessa criança. Mas já está em um número bom, hem, chega porque a tia aqui não pode com mais de três de uma vez (isso porque são quatro).

Criatividade

November 14, 2009

Tirando o pó do blog, com Komboh.

Endorfinas

October 21, 2009

reis

Domadas por Liniers.

Papai do céu

October 20, 2009

Quando a minha hora chegar, que eu esteja saudável e reta e limpa; que as minhas companhias sejam boas e inteiras e muitas; que eu esteja bem calminha, com aquele negócio de paz de espírito mais cravado do que qualquer senso de justiça medieval; que eu não me arrependa nem me corrompa; e que tudo isso me baste pra esquecer ou pra vingar.

Se não, que a lei nem a faca me alcancem; que meus estudos não me abandonem; que o chão seja também meu amigo pra me acolher de pé e aceitar o presente que lhe trouxer.

Amém.

Something she has to do

October 18, 2009

Philip Glass

(Post tardio)

Ain’t tuff enuff

October 7, 2009

Anthony Lister e o sentimento do dia.

Sofia(s)

October 6, 2009

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Acontece até o fim do mês no SESC a exposição “Proibido não tocar”, do designer Bruno Munari. Mãe, pai, tio, madrinha que não trouxer a gentinha e designers que não se tocam da importância do negócio são uns babões.

Fui tirar umas fotos, já que passei do tamanho e peso permitidos pra aproveitar melhor o acontecimento. Mas o pessoal colocou vários livros (em português e italiano) pra quem se interessa pelo trabalho do homem dar uma olhada. Algumas frases de efeito ótimas nos painéis, e um clima muito bom.

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Como muito do material disponível é para público infantil (vários pré-livros, inventados pelo designer) é bem rapidinho de ver e fácil de ficar vagueando com os desenhos (árvores com ramificação quádrupla; árvores com ramificação quíntupla; árvores com vento; árvores com folhas, árvores bonitas…) enquanto a galerinha passa pelas estações (engatinhando); imagino os moldes das coisas. Moldes de livros (estou à procura de jeitos de se encadernar um), moldes de látex, moldes de brinquedos; moldes de gente – como seriam? Gente e árvores (e um outro punhado de seres) tem um “modelo de crescimento”, o DNA é molde? Imagine receber sua cadeira pequenina, ir acomodando-a no canto da sala se acomodando nela, feito a gente que joga futebol e toma sol, ela crescer assim, uma cadeira pelo que ela está destinada a ser, uma poltrona ou um banquinho de bar pelo uso que a gente faz dela. O que a gente está destinado a ser, o que a gente é por uso e desuso?

Visitei a exposição e pensei nas três Sofias por quem torço hoje. O molde já veio sem defeito nenhum; sejam boazinhas na parte do uso!