internet aftershock

July 4, 2008

Nem dez minutos depois da comemoração “ainternetvoltou, ainternetvoltou, ainternetvoltoooou” me dá um baque: por que diabos fiquei tão feliz?

Já subi aqui, chequei email, vi a programação do cinema e visitei rapidinho a FolhaOnline. Textos tenho salvos no computador, não dependo de aplicações web, horário de reuniões de msn acabou.

E agora, José?

learn to fly

July 1, 2008

Ainda bem que eu gosto muito de música, talvez isso me redima do péssimo gosto pra esportes. Se for lembrar das pessoas que acompanhei de verdade, não vou nem lembrar o nome. Sena, Guga, aquela seleção de vôlei feminino que deu e sofreu unhadas de cubanas, outra feminina de basquete que quase leva o ouro, aquele nadador branquelo, o corredor agarrado pelo padre, os irmãos Hypollito eu só vi no youtube e faz uns oito anos que não faço idéia do que é o futebol masculino. Um mundo pop de esportes: tudo o que mais aparece no jornal do meio-dia, pra depois esquecer rapidinho.

Quando acabou a Olimpíada passada, a China foi fazer uma demonstração, uma dancinha. Claro que vibrei, pensei em ir trabalhar no Japão no período só pra poder dar um pulinho lá durante a abertura e os primeiros dias. Depois começaram a anunciar os estádios, o cubo de água, a avenida principal, os milhões de chineses (todos mestres em kung fu, claro) treinados pra limpar banheiro.

Agora eu topo com uma vitrine “free tibet”, notícias sobre o estado de depressão dos atletas chineses e do esforço do governo em manter “revolta zero” durante os jogos, o pessoal aqui comenta em como é impossível um atleta ser classificado sem se submeter a certos “tratamentos químicos”, outras “dietas nutricionais”.

Eu não sei o que aconteceu nesse meio tempo, pessoal. É porque a gente cresce e vai atrás de saber de tudo? De criança, pra mim as olimpíadas eram um teste de vôo num estádio que parecia o daqui da cidade.

Err… é claro que eu não tinha nem nascido quando “o mundo viu um 10 perfeito”. Não é pra ilustrar o que eu estava dizendo, a Nadia era o que eu queria mostrar e o texto é que é desculpa.

the odd couple

June 19, 2008

cd cover

Não é de se ouvir inteirinho e cantarolar todas as músicas enquanto se cozinha, mas ainda tem várias pérolas, ainda parecem estar falando de outras coisas..

Going On
I’ve seen it with my own eyes
How we’re gettin’ otherwise
Without the luxury of leavin’
The touch and feeling of free is
Untangible technically
Something you’ve got to believe in
Connect the cause and effect
One foot in front of the next
This is the start of a journey.
And my mind is already gone
And though there are other unknowns
Somehow this doesn’t concern me.

And you can stand right there if you want
But I’m going on
And I’m prepared to go it alone
I’m going on
To a place in the sun that’s nice and warm
I’m going on
And I’m sure they’ll have a place for you too

Anyone that needs what they want, and doesn’t want what they need
I want nothing to do with
And to do what I want
And to do what I please
Is first of my to-do list
But every once in a while I think about her smile
One of the few things I do miss
But baby I‘ve to go
Baby I’ve got to know
Baby I’ve got to prove it

And I’ll see you when you get there
But I’m going on
And I’m prepared to go it alone
I’m going on
May my love lift you up to the place you belong
I’m going on
And I promise I’ll be waiting for you

a cena

June 15, 2008

Café preto, chuva, uma viatura silenciosa estacionada nos vizinhos, sozinha domingo à tarde.

(E o puto do Rice na cabeça. And so it is..)

Secretary 2002

Lee: Because I want to.

dia de nada

June 6, 2008

Deve acontecer quando se anda desprotegido, isso de querer olhar e saber que dia amanheceu. Em Bauru (nessa época), são comuns os que amanhecem meio nublados, clareiam ao meio meio dia de sair de camiseta e à noite ficam gelados sem tiritar. Ou amanhecem já com sol, mas vão esfriando “drasticamente”.

Existem dias que chove às seis da tarde. Se o sujeito tiver companhia de um livro, espera uns quinze minutos que tudo passa. Se não, vai ensopar e ficar puto de chegar em casa assim, e com pôr-do-sol de wallpaper.

Hoje eu não sei. Apareceu na janela um fiozinho de céu entre o que pareciam duas massas pesadas de nuvens. Está claro demais, não parece chuva. Como estou nos games, me parece cenário em desenvolvimento. O encarregado ainda não decidiu se põe mais ou menos brilho, se a luz vai ser dura ou suave, se o tema é cidade abandonada ou litoral de manhãzinha. Nem pra jogar uma neblina tem certeza. Fica assim, o dia de não sentir nem estranho.

(Pelo menos trilha tem. “The Prettiest Thing”, da Norah Jones. Tentei tirar uma foto, ia dar um post bonito, mesmo que besta.)

banksy, serres

May 24, 2008

“Eles nos puxam para trás. Considerando tudo, mais vale o observador que o vigilante, detetive ou policial, o astrônomo que vai no fundo do poço do que a mulher que, pelas costas, zomba dele com as companheiras. Quem se apresenta no real, o que olha os astros boquiaberto, ou a que se esconde por detrás para comandar a cena ridícula?”

(Em ‘Os Cinco Sentidos’, pg 36)

squeeze me

May 19, 2008

Quando eu e Naca subimos o Morro do Moreno: eu com uma maçã, ele com bolachas waffle na barriga às 6h50 da manhã.

morro do moreno

o Morro, numa foto desvalorizativa

Mas vou continuar na frente do computador porque estou com saudades dos blogs portugueses (aqueles que sempre falam de política e bons musicistas com frases de efeito de grandes clássicos pra intercalar). Uma bôua.

Harry Burns: I never wanted anyone to say to me, How come you never take me to the airport anymore?

Sally Albright: Its amazing. You look like a normal person but actually you are the angel of death.

Da única comédia romântica que continua prestando (so far).