Sujo paredes
February 4, 2010
Gente formada e sem emprego é complicado. Já me inscrevi no único concurso que até agora parecia valer a pena (como é ser designer do Diário Oficial?) então, como diria Carmelita, já fiz minha parte. Agora com os freelas dou sorte de trombar com as paredes.
Este é na nova sede da empresa de um amigo, na primeira fase do trabalho (projetar o desenho na parede e riscá-lo). O pessoal é composto por maioria computeira, e mesmo assim (?) foram ótimos e deixaram a gente pintar uma coruja cafeínica (e os gatos com balões!) na sala principal. O pai teve a mesma fé muito cega de deixar o “projeto” do bar e uma amostra de tintas aqui.
Fiquem atentos que logo inaugura e a cerveja não deve sair por mais de r$3,30!
Daqui a um tempo monto um grupo e entregamos mais um apartamento para solteiros com plantas suculentas e cores profundas e móveis brancos, com estantes cheias de caixas sem etiqueta e cortinas estampadas de esconder atrás.
Nota 16/2010
January 20, 2010
Na metade do ano passado ganhei uma agenda. Uma enorme, com espaços pra contas e escritos e grandes blocos brancos pra cada dia do mês, quando um começava. Capa dura com escrito, Organizer (se fosse colorida eu esperaria o selo Tabajara atrás, mas deixa). Quase tudo o que eu tinha que fazer estava lá, começou a dar certo. Mas o ano começou e minha fonte de renda e planos para o futuro não envolvem mais agentes solos, e eu não vou gastar $40 em um bando de papéis com números. De volta ao antigo método: folhas de rascunho e recibos, tudo pocket-sized. Isso me faz ter algumas surpresas na hora de lavar as roupas e quando vou “dar uma geral” em gavetas antigas.
Acho que tudo o que eu fiz de importante deve ter uns seis ou mais pedaços de papel assim. Anotações sobre o que fazer nos próximos dois dias, mais pequenos anexos com nomes e telefones de quem procurar, onde e quando; orçamentos; folhas de árvores com notas sobre coloração desse ou daquele projeto; listas de livros e idéias para tiras rápidas (que nunca fiz); testes e cálculos. Se resolver juntar todas essas coisas, em uns cinco anos crio uma instalação: uma caixa enorme, cheia delas, com um trampolim bem alto.
Este em particular me deu vontade de escrever cartas. Já que “eu sei onde você mora” virou uma ameaça, deve ser mais difícil conhecer pessoas e depois de um tempo receber alguma notícia pela caixa de correio – ainda assim, é muito estranho remexer nas cartas daqueles apartamentos de mala compartilhada e só ver propagandas, contas e extratos bancários. Vou tirar um tempo e tentar contar das coisas pra alguém, sortear um destinatário e enviar no dia seguinte (e dar nome de “método de estímulo dadaísta”).
Plantas do ano
January 14, 2010
Começando por aquelas de outros lugares, cronologicamente:
E as de casa, que aumentaram em número e espécie:
Manjericão e pimentão estavam de repouso, logo voltam.
Tarot
December 29, 2009

Rafa, o visitante de ontem, deu o golpe do tarot (que é a tática de oferecer o “serviço” pra ganhar simpatia – funciona) em todo mundo e acabou tendo que contar todas as histórias dos quatro naipes. Muy belo, a primeira vez que pensei em ilustrar um baralho foi terminando de ler “O Dia do Curinga”; Fuko diz que no “História do Design Gráfico”* “Design Brasileiro antes do Design” tem um capítulo todo dedicado a eles. Tirei a mesa com esse rapaz aí no meio no meio de outras tantas cartas de espadas, acho que está ok, afinal. Intuition.
*ops!
Music for Men
December 15, 2009

“Love Long Distance” me mandou de volta pra Marisa.
(Voltando a ouvir música. Fim de semana quase inteiro do Broken Social Scene; chovia, não tive culpa.)
Gatos e balões de gás
December 13, 2009
Este ano
December 11, 2009
Vou adiantar o post pra não deixar as coisas ficarem velhas demais.
Eu me formei e bailei de vestido longo. Antes disso, apresentei “Kino” como Trabalho de Conclusão de Curso e recebi um notão mal-merecido, o que fecha os compromissos com a faculdade e me torna uma bacharel em Desenho Industrial com habilitação em Programação Visual. Toda vez que alguém perguntar, vou dizer que é algo assim subordinado da propaganda (& marketing, vão todos pros quintos). Até porque isso também vai forçar a quebra de vínculos com o SESC Bauru, e os únicos lugares que existem com essa descrição de vaga são coisas pomposas como Diretor de Arte, que é quem decide se o carro/o sapato/a escova de dentes fica melhor em fundo azul-claro ou prússia.
Fui pro Egito e gostei do pessoal. Deveria ter escrito mais sobre isso pra tirar da memória as coisas boas, já que as primeiras reações que tive de volta ao Brasil foram “como a Tequila no duty-free é barata!” e “Deus abençoe a coxinha de posto beira-de-estrada”. Diarréia geral, mas pelo menos a minha tinha causa; os egípcios homens fumam nargile (não sei como se escreve) nos bares, mas as mulheres também tomam chá – resolvi deixar a regra da garrafa-de-água-somente e experimentei um muito colorido e bem saboroso, vermelho rico quase rosa, quente. Mesquitas lindas, pessoas bem humoradas e muito tranquilas com seus fuzis. Ser brasileiro (isto é, vestir a camisa e saber fazer embaixadinhas) ajuda. As pirâmides dão arrepios e te olham jogando vento morno das narinas. O povo não era muito dos detalhes, mas como escreviam nas pedras como crianças escrevem nas paredes, ou seja, muito, e as coisas têm espaço (o deserto é grande) o todo é bem bonito. Não vi nenhuma bailarina de dança do ventre, mas todas as meninas tinham as feições (o que se podia ver delas) bem feitas. Ah; foi por conta de um concurso, não levei prêmio nenhum.
Voltei a praticar aikido, fiz karate e cultivo agora um jardimzinho razoável. As far as zen goes. Acho que nunca estive tão magra sem estar fraca. Guardo a minha postura e respiração pensando nos bebês quando aprendem a sentar, dá até pra escrever um poema. Essa parte é a que mais me faz hesitar em mudar; não tenho vontade de estar em lugar nenhum muito específico se puder continuar a me mexer assim, com os pés.
Comecei a notar na minha idade e lembro de alguém me dizer que seria terrível quando ficasse adulta. Deve faltar ainda um tempo, continuo boazinha.
Velhice
November 20, 2009
É o que eu sinto sempre que vejo reportagem com aquele bando de garotinhos e garotinhas entrando nas salas pra fazer vestibular. Poxa! Qualquer dia vou me desentender com algum pra chamá-lo de “molecote”. Haha.
Pensando bem, enquanto eu estiver nos 20+, dá pra, sei lá, pensar em viver uns meses de seca com a mãe, é algo admissível ainda, o problema é mesmo com os 30+ e seus 13ºs, planos médicos, contratos e os presentes pra família. Tem tempo.
Outra é que as pessoas estão ficando grávidas. A minha sorte é que são todas bem nutridas e muito amadas, não rola aquele drama arranhado de oh meu deus, o que será dessa criança. Mas já está em um número bom, hem, chega porque a tia aqui não pode com mais de três de uma vez (isso porque são quatro).
Criatividade
November 14, 2009

Tirando o pó do blog, com Komboh.
Endorfinas
October 21, 2009

Domadas por Liniers.


















