Endorfinas

October 21, 2009

reis

Domadas por Liniers.

Papai do céu

October 20, 2009

Quando a minha hora chegar, que eu esteja saudável e reta e limpa; que as minhas companhias sejam boas e inteiras e muitas; que eu esteja bem calminha, com aquele negócio de paz de espírito mais cravado do que qualquer senso de justiça medieval; que eu não me arrependa nem me corrompa; e que tudo isso me baste pra esquecer ou pra vingar.

Se não, que a lei nem a faca me alcancem; que meus estudos não me abandonem; que o chão seja também meu amigo pra me acolher de pé e aceitar o presente que lhe trouxer.

Amém.

Something she has to do

October 18, 2009

Philip Glass

(Post tardio)

Ain’t tuff enuff

October 7, 2009

Anthony Lister e o sentimento do dia.

Sofia(s)

October 6, 2009

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Acontece até o fim do mês no SESC a exposição “Proibido não tocar”, do designer Bruno Munari. Mãe, pai, tio, madrinha que não trouxer a gentinha e designers que não se tocam da importância do negócio são uns babões.

Fui tirar umas fotos, já que passei do tamanho e peso permitidos pra aproveitar melhor o acontecimento. Mas o pessoal colocou vários livros (em português e italiano) pra quem se interessa pelo trabalho do homem dar uma olhada. Algumas frases de efeito ótimas nos painéis, e um clima muito bom.

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Como muito do material disponível é para público infantil (vários pré-livros, inventados pelo designer) é bem rapidinho de ver e fácil de ficar vagueando com os desenhos (árvores com ramificação quádrupla; árvores com ramificação quíntupla; árvores com vento; árvores com folhas, árvores bonitas…) enquanto a galerinha passa pelas estações (engatinhando); imagino os moldes das coisas. Moldes de livros (estou à procura de jeitos de se encadernar um), moldes de látex, moldes de brinquedos; moldes de gente – como seriam? Gente e árvores (e um outro punhado de seres) tem um “modelo de crescimento”, o DNA é molde? Imagine receber sua cadeira pequenina, ir acomodando-a no canto da sala se acomodando nela, feito a gente que joga futebol e toma sol, ela crescer assim, uma cadeira pelo que ela está destinada a ser, uma poltrona ou um banquinho de bar pelo uso que a gente faz dela. O que a gente está destinado a ser, o que a gente é por uso e desuso?

Visitei a exposição e pensei nas três Sofias por quem torço hoje. O molde já veio sem defeito nenhum; sejam boazinhas na parte do uso!

Para o Fuko

October 2, 2009

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Força, mate.

Ratos

October 1, 2009

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Que morrem quase todos, coitados, devido à reversão dos tipos: pneumococos R atenuados de qualquer tipo em linhagens L virulentas tipo 3, segundo Griffith. Ouvi dizer que encontraram algo errado nessa explicação depois que descobriram os lances de DNA, mas é a vida (ou a morte, no caso).

Gatos

September 30, 2009

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Era pra fazer o gato cozinheiro. Toda vez que eu olho pro papel em branco e tenho uma referência na frente dá um medo enorme dos ângulos estranhos que as coisas fazem entre si. Sempre acho que vou errar, mas os rascunhos andam saindo cada vez mais limpos. Preciso comprar um daqueles cadernos de designerr, capa dura, folhas grossas, espiral e tudo o mais; meu portfolio sairia rapidinho e seria muito menos pretensioso se eu conseguisse guardar as coisas que faço sem compromisso em vez daquelas que faço com esforço e técnicas que ainda não sei como funcionam.

Não me faça um troço desse

September 22, 2009

Um versinho estranho, mas bonito.

Fico imaginando de onde diabos veio troço e que troço desse parece uma coisa meio aborígena. Música chiclete categoria “de mansinho”.

(E a dúvida: por que tem tanto carioca que parece ter a língua presa?)

De longe

September 15, 2009

Um antídoto bom pra primeiras impressões imprecisas tanto quanto para o reavivamento do convívio próximo é este, ver de longe. No primeiro caso eu me encontro com alguém tão interessante que a possibilidade de não aparecer desse mesmo jeito aos olhos alheios faz o que faz com todo mundo (menos o 007) – umas risadinhas bestas, uns comentários dispensáveis e longos silêncios meditativos. No segundo eu já me encontrei com alguém interessante que acabou fazendo parte de algo parecido com a diretoria judiciária da vida, que mesmo não querendo trabalhar nisso vai te ajudar a decidir o que é bom e o que não é, e quando.

São pessoas queridas, mas hora ou outra você acaba se enchendo; idolatria é uma coisa e os defeitos dos outros assim são lindos, mas querer conversar em mesmo nível com quem chega num salto alto (mesmo que natural, benéfico e charmosinho) acaba sempre em uma critica leve. Não se pode sentir muito confortável um de nós no meio de coisas perfeitas. É desgostar por gostar demais.

Deve ser justo por serem situações  extremas – conhecer demais e conhecer de menos – que o mesmo método, a mesma distância, funcione. Só o que se faz é ficar longe o bastante para que a pessoa viva desligada de você, em coisas bestas como atender o telefone, servir arroz ou ir trabalhar. Olhe pra outro canto se no mesmo ambiente, só as costas se precisar observar mais longamente.

Se não chegamos ao absurdo de odiar secretamente a pessoa sem dar indício honesto nenhum do nível crescente de insatisfação (mesmo que no caso de um novo conhecido seja “ê, mas você é um especialista assim perto de mim!” pra apertar o botão da humildade – o da pessoa), é bem possível que aos poucos os jeitos bonitos das mãos ao telefone ou o bom gosto na escolha da estampa da roupa vá amaciando essa nossa chatice. Aí é disfarçar o agrado, usar homeopaticamente – expor essas batalhas internas é o cúmulo da indiscrição.